CAUSAS RELIGIOSAS DA REFORMA PROTESTANTE

Eber da Cunha Mendes

Resumo


O artigo procura analisar uma das causas do movimento de Reforma Protestante  no Séc. XVI. Parte-se do pressuposto que a Reforma teve muitas causas, sendo a religiosa uma das mais principais. As historiografias católicas e protestantes divergem no assunto. O artigo é uma revisão bibliográfica que se atém às causas religiosa que deram contorno ao movimento de Reforma no Séc. XVI.

O artigo procura analisar uma das causas do movimento de Reforma[1] Protestante[2] no Séc. XVI. Parte-se do pressuposto que a Reforma teve muitas causas, sendo a religiosa uma das mais principais. As historiografias católicas e protestantes divergem no assunto. O artigo é uma revisão bibliográfica que se atém às causas religiosa que deram contorno ao movimento de Reforma no Séc. XVI. 


[1] Inicialmente, até cerca de 1525, pode-se considerar que a Reforma gira em torno de Martinho Lutero e da Universidade de Wittenberg, na atual região nordeste da Alemanha. Entretanto, no início da década de 1520, o movimento também ganhou força, a princípio de maneira independente, na cidade suíça de Zurique. A Reforma de Zurique, por meio de uma série de complexos desdobramentos, passou por diversas modificações de ordem política e teológica, vindo, no futuro, a ser associada principalmente à cidade de Genebra e à figura de João Calvino. (McGRATH, Alister E.Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica. São Paulo: Shedd, 2005, p. 95). Em sentido lato, o termo “Reforma” é usado em relação a 4 movimentos: O “Luteranismo”; a “Igreja Reformada”, que normalmente recebe a designação de “Calvinismo”; a “Reforma Radical”, também conhecida como “Anabatismo” e a “Contra-Reforma”, ou reforma católica. Em sentido mais estrito, exclui-se a “Reforma católica”. Em muitos trabalhos acadêmicos, o termo “Reforma” é usado em relação aquilo que se conhece como “Reforma magisterial” ou a “Reforma principal”, ou seja, aquela ligada às igrejas luterana e reformada, excetuando-se os anabatistas (ibdem, p. 96).

[2] O termo “protestante” surgiu em conseqüência da dieta de Speyer (1529), que votou pelo fim à tolerância ao movimento luterano na Alemanha. Em abril do mesmo ano, seis príncipes alemães e quatorze cidades protestaram contra essa medida repressora e em defesa da liberdade de consciência e dos direitos das minorias religiosas. Portanto, não é estritamente correto usar este termo “protestante” antes de Abril de 1529, pois representa um anacronismo (McGRATH, 2005, 97).


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